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Ivan Lins: infância, inspiração e seu amor por Teresópolis

  • 07/09/2017

Ele é um dos maiores músicos e compositores brasileiros. Reúne em seu currículo musical harmonias diferenciadas e arranjos únicos, que fizeram dele um dos artistas nacionais mais gravados no exterior. Com 70 anos de idade e 46 anos de carreira, Ivan Lins tem 46 discos e uma carreira internacional consolidada. Seu último trabalho, intitulado “América, brasil”, reúne 13 faixas (incluindo um pout-pourri) compostas por ele e o letrista Vitor Martins. A tônica é o fato de quase todas serem inéditas na voz do autor – a maioria foi gravada por outros intérpretes. Ou seja, são releitura de sua própria obra, no que o autor chama de “nova vestimenta da música”. Em entrevista à Revista Magazine Turismo, o músico, carioca e tijucano, relembrou sua infância, falou sobre sua inspiração para compor e revelou sua relação com Teresópolis: “compus muitas músicas nessa cidade”.

"Minha mãe disse que eu nasci cantando e não chorando. Na verdade, meus pais sabiam que era musical desde criança. Nessa época eu era conhecido no meu condomínio como o pequeno cantor do prédio”, lembra o cantor. “O mais engraçado é que eu era uma criança muito agitada e quando fazia alguma travessura, minha mãe tocava piano pra mim. Ela me paralisava com a música; eu ficava quieto, hipnotizado com aquele som”, completa.

Ivan Lins passou parte de sua infância nos Estados Unidos e é desse tempo que vem suas primeiras influências. Na volta ao Brasil teve contato com os grandes intérpretes e as canções da época. “Quando voltei dos EUA fiquei viciado em rádio. Ouvia umas oito horas por dia. Adorava conhecer a música brasileira”, diz. Mais tarde o jovem acrescentou a lista de influências o jazz e, aos 18 anos, já estudante universitário de química, adota o piano como seu instrumento, iniciando sua carreira de compositor. A composição, com uma construção harmônica diferenciada, harmonizações e encadeamentos incomuns na música brasileira na década de 70, faz dele um artista respeitado entre músicos do mundo inteiro.

“Eu colocava as músicas e tentava tirar no piano. Foi assim que comecei a aprender a tocá-lo. O mais engraçado é que comecei a tocar no piano velho da minha mãe e ele era um semitom abaixo. Quando comecei a ter aula, minha professora disse que eu estava tocando tudo errado, mas que era lindo o que eu estava fazendo. Então, ela resolveu não tirar meus vícios, mas desenvolvê-los. Foi aí que comecei a aprimorar minha técnica”, revela o cantor.

Com várias influencias, o cantor diz que sua inspiração está relacionada com fatos da vida e cantores que ele admira. “Muitas músicas que compus surgem de um amor que vivi ou de alguma outra música que me tocou”, afirma. “Batizo elas, num primeiro momento, com a sua inspiração, por exemplo: coloco como ‘caetânica’ ou ‘djavânica’”, brinca.

Um grande momento de sua carreira foi a seleção de sua música para fazer parte da trilha sonora da novela A Próxima Atração, em 1971, de Walther Negrão. “A primeira música em uma telenovela é um grande momento para um artista. ‘Madalena’ foi meu primeiro passo. Hoje, já tenho mais de 50 músicas em trilhas sonoras”, completa.

Com relação a Teresópolis, Ivan Lins revela que sua relação com a cidade começou em 1969. “Nessa época eu vinha sempre com toda a família para curtir as belezas da cidade. Engraçado que depois eu acabei me mudando para Teresópolis e construindo minha casa na cidade e um estúdio onde compus vários sucessos, como Madalena”, lembra. “Tenho um enorme carinho por essa cidade e suas belezas são muito inspiradoras”, completa. 

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